CNPEM seleciona bolsistas de diversos níveis para atuar em pesquisas com SARS-CoV-2

  • CNPEM seleciona bolsistas de diversos níveis para atuar em pesquisas com SARS-CoV-2

    O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) iniciou processo seletivo para contratação de bolsistas de diferentes níveis de formação. Os pesquisadores integrarão as equipes do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), em atividades de pesquisa e desenvolvimento com o vírus SARS-CoV-2, realizadas no âmbito da Rede Vírus MCTI – comitê de assessoramento estratégico do Ministério que articula Unidades de Pesquisa envolvidas no combate ao novo coronavírus. As bolsas serão custeadas com recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e as atividades serão conduzidas no campus do CNPEM, em Campinas-SP. Os candidatos interessados devem enviar currículo atualizado e/ou link para o currículo Lattes para o e-mail rb.mepnc.oibnlnull@qpncsaslob até 5 de agosto de 2020. No assunto do e-mail, os candidatos devem indicar a área da bolsa de interesse, de acordo com o apresentado na tabela abaixo. Os critérios de seleção incluirão o atendimento aos requisitos descritos nas vagas, assim como a avaliação dos currículos dos candidatos. Os candidatos devem observar as regras de bolsas estabelecidas pelo CNPQ, em especial o disposto na Resolução Normativa 015/2010.

    Confira abaixo as oportunidades disponíveis:

    TIPO DE BOLSA

    ÁREA

    DESCRITIVO

     

    VALOR DA BOLSA

    SET C

    VIROLOGIA

    Virologia 1: O candidato trabalhará na execução de experimentos com o SARS-CoV-2 em ambiente de nível de biossegurança 3. Requisitos: doutorado no tema virologia e experiência em experimentação in vitro com vírus de interesse biomédico. Características desejáveis: experiência prévia em ambientes de biossegurança NB2+ ou 3, experiência com teste de fármacos.
     

    R$4.500,00

    SET C

    VIROLOGIA

    Virologia 2: O candidato trabalhará na execução de experimentos aplicados ao estudo SARS-CoV-2 em diferentes níveis de biossegurança. Requisitos: doutorado no tema virologia, experiência em metodologias de detecção e quantificação de vírus em amostras biológicas e diagnóstico (ELISA, RT-qPCR, PRNT).
     

    R$4.500,00

    SET C

    VLP

    VLP: O candidato deve ter defendido o doutorado. Desejável conhecimento em virologia, protocolos como cultivo, titulação e caracterização viral. Desejável conhecimento de biologia molecular, tais como clonagem, qPCR, western entre outros . É desejável conhecimento em VLPs. Geração, purificação e caracterização de VLPs.
     

     R$4.500,00

    SET C

    SÍNTESE E PURIFICAÇÃO

    Produção e análise de proteínas recombinantes: O candidato irá trabalhar com expressão, purificação e caracterização bioquímica e biofísica de proteínas recombinantes. Requisitos: Doutorado em biologia molecular, bioquímica ou área correlata com experiência em técnicas de clonagem, produção, purificação e caracterização bioquímica de proteínas.
     

    R$4.500,00

    SET C

    QUÍMICA

    Química: O candidato trabalhará na síntese e purificação de moléculas visando estudos de reposicionamento de fármacos para SARS-CoV-2. Requisitos: doutorado em química orgânica; experiência com métodos de síntese orgânica, purificação e caracterização de pequenas moléculas.
     

    R$4.500,00

    SET A

    BIOLOGIA ESTRUTURAL

    Biologia estrutural: O candidato trabalhará na determinação de estruturas de proteínas do vírus SARS-CoV-2 e complexos com ligantes. Requisitos: doutorado em biologia estrutural obtido há mais de 5 anos e experiência em cristalografia de proteínas e, preferencialmente também em crio microscopia eletrônica.
     

    R$6.000,00

    SET A

    ENSAIOS

    Bioensaios: O candidato participará da execução de ensaios celulares para identificação e caracterização de compostos com atividade anti-cov-2. Requisitos: doutorado (a 5 anos) em bioquímica, biologia celular ou bioinformática (ou áreas correlatas). Indispensável: experiência em microscopia de fluorescência aplicada a ensaios celulares. Desejável: experiência com softwares opensource para análise de imagens.
     

     R$6.000,00

    SET D

    ADMETOX

    Revisão ADME-Tox: O candidato trabalhará na avaliação de dados de segurança e farmacocinética de fármacos aprovados e previamente divulgados na literatura, elaborando dossiê sobre os fármacos selecionados no contexto do Projeto de Reposicionamento de Fármacos do CNPEM.  Requisitos: mestrado em ciências farmacêuticas ou áreas correlatas, obtido há mais de 5 anos, e experiência em estudos pré-clínicos de farmacocinética e segurança. Experiência prévia em estudos clínicos é desejável.
     

    R$4.000,00

     

  • Bolsa FAPESP de Pós-doutorado em Engenharia Química, Eng. Física, Eng de Materiais, Química e áreas correlatas para atuar no CNPEM.

    Plano de Desenvolvimento Institucional em Pesquisa do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia – PDIP/IDPC

    O(a) candidato(a) aprovado(a) irá trabalhar no plano do projeto de “Desenvolvimento de dispositivo para determinação de tempo de coagulação – Dispositivo leitor”. Atividades a serem realizadas:

    – Desenvolver sensor em plataforma em substrato de vidro contendo micro e/ou nano eletrodos de ouro (ou equivalente);
    – Desenvolver a proteína tromboplastina humana recombinante em sistema heterólogo;
    – Padronizar a reação de coagulação e as medidas do tempo de protrombina dentro dos padrões clínicos internacionais;
    – Desenvolver um dispositivo leitor da reação de coagulação, estabelecendo uma relação com o tempo de protrombina de um determinado paciente.

    Conhecimento no desenvolvimento de sensores/biossensores, em eletroquímica e em outros métodos de medidas de transdução de sinal são fundamentais à vaga.

    O(a) candidato(a) irá desenvolver suas atividades no CNPEM (Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais) em Campinas-SP, parceiro do IDPC no desenvolvimento do novo dispositivo.
    A vaga está aberta a brasileiros e estrangeiros. O selecionado receberá Bolsa de Pós-Doutorado da FAPESP.

    Os(as) candidatos(as) devem encaminhar os seguintes documentos até 29/07/2020 para o email rb.gro.esenazzapetnadnull@pae:

    – Carta descrevendo a experiência anterior e interesse pela vaga (1 página);
    – CV (máximo de 4 páginas), enfatizando os principais indicadores acadêmicos;
    – Carta de recomendação.

     

    ***

     

    The approved candidate will work on the project plan of “Development of a device for determining clotting time – Reader device”. Activities to be carried out:

    – Develop a platform sensor on a glass substrate containing gold micro and / or nano electrodes (or equivalent);
    – Develop the recombinant human thromboplastin protein in a heterologous system; Standardize the clotting reaction and measures of prothrombin time within international clinical standards;
    – Develop a device to read the coagulation reaction, establishing a relationship with the prothrombin time of a given patient.

    Knowledge in the development of sensors / biosensors, electrochemistry, and other methods of signal transduction measures is crucial to fill the position.

    The candidate will develop his activities at CNPEM (Brazilian Center for Research in Energy and Materials) in Campinas, state of São Paulo, Brazil, partner of the Dante Pazzanese Institute of Cardiology (IDPC) in the development of the new device.

    This opportunity is open to candidates of any nationalities. The selected person will receive a Post-Doctoral fellowship from the São Paulo Research Foundation (FAPESP).
    Candidates must forward the following documents until 07/29/2020 to the email rb.gro.esenazzapetnadnull@pae:

    – Cover letter describing previous and current research, expected start date;
    – CV (maximum of 4 pages);
    – Recommendation letters from previous supervisors.

     

     

  • Primeiros experimentos são realizados no Sirius

    Cristais de proteínas de SARS-CoV-2 foram primeiras amostras analisadas

    O novo acelerador de elétrons brasileiro, Sirius, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), organização social vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTI), realizou os primeiros experimentos em uma de suas linhas de luz nesta semana. A primeira estação de pesquisa a entrar em funcionamento, ainda em estágio de comissionamento, é capaz de revelar detalhes da estrutura de moléculas biológicas, como proteínas virais. Esses primeiros experimentos fazem parte de um esforço do CNPEM para disponibilizar uma ferramenta de ponta à comunidade científica brasileira dedicada a pesquisas com SARS-CoV-2.

    Nessas análises iniciais, pesquisadores do CNPEM observaram cristais de uma proteína do coronavírus imprescindível para o ciclo de vida do vírus SARS-CoV-2. Os primeiros resultados revelam detalhes da estrutura dessa proteína, importantes para compreender a biologia do vírus e apoiar pesquisas que buscam novos medicamentos para a COVID-19.

    A primeira estação de pesquisa a entrar em funcionamento no Sirius é a linha de luz MANACÁ, dedicada a cristalografia de proteínas. Usando a difração de raios X esta linha de luz é capaz de revelar a posição de cada um dos átomos que compõem a proteína estudada, o que auxilia os pesquisadores a investigar a sua ação no organismo e sua interação com moléculas que têm potencial para o desenvolvimento de fármacos.

    O início dos experimentos nas instalações do Sirius envolve um minucioso processo de testes, no qual milhares de parâmetros são avaliados para garantir a geração de dados precisos. “Para constatar que a estação de pesquisa está dentro dos parâmetros projetados, gerando resultados confiáveis, resolvemos primeiramente a estrutura de proteínas bem conhecidas, como lisozima – uma molécula presente na nossa lágrima e saliva. Reproduzimos as medidas esperadas para essas amostras-padrão e, então, ao verificarmos a boa performance da máquina, seguimos para a coleta de dados de experimentos reais, com cristais de proteínas do SARS-CoV-2”, explica Ana Carolina Zeri, pesquisadora que coordena a primeira estação de pesquisa a entrar em operação.

     

    Os primeiros experimentos

    A amostra analisada nos primeiros experimentos no Sirius foi a proteína 3CL do SARS-CoV-2. Produzida e cristalizada no Laboratório Nacional de Biocências (LNBio), do CNPEM, a 3CL participa do processo de replicação do vírus dentro do organismo durante a infecção. “Inicialmente, reproduzimos a estrutura de uma proteína já conhecida para testar os resultados gerados pela MANACÁ. Com a obtenção de dados confiáveis e competitivos, vamos aprofundar os estudos em biologia molecular e estrutural que integram nossa força-tarefa contra o SARS-CoV-2. Temos vários grupos de pesquisadores mobilizados para investigar os mecanismos moleculares relacionados à atividade dessa proteína, buscar inibidores de sua atividade, estudar outras proteínas virais, gerar conhecimentos que podem apoiar o desenvolvimento de medicamentos contra a doença”, detalha Kleber Franchini, Diretor do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio). Os próximos passos da pesquisa do CNPEM integram a Rede Vírus MCTI, comitê de assessoramento estratégico do Ministério que atua na articulação de Unidades de Pesquisa envolvidas no combate ao coronavírus.

     

    Abertura em caráter excepcional à comunidade científica

    “Além do nosso compromisso com a agenda pública de pesquisas com o SARS-CoV-2, coordenada pelo MCTI, o início da operação da MANACÁ vai beneficiar a comunidade científica de todo o País. Pesquisadores dedicados a estudar os detalhes moleculares relacionados à doença poderão submeter, a partir da próxima semana, propostas de pesquisa para utilizar essa linha de luz”, anuncia Mateus Cardoso, Chefe da Divisão de Materiais Moles e Biológicos do Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS) do CNPEM.

    Para utilizar o Sirius, as propostas de pesquisa da comunidade científica passarão por uma avaliação técnica dos especialistas do LNLS. “Neste momento, consideramos que a máquina está em fase de comissionamento científico, realizando experimentos ainda em condições que impõem algumas limitações. Entretanto, em resposta à crise causada pela COVID-19, optamos por disponibilizar antecipadamente essa ferramenta aos pesquisadores que já têm familiaridade com experimentos de cristalografia de proteínas, para que eles possam avançar no entendimento molecular do vírus”, pondera o Diretor do LNLS, Harry Westfahl Jr.

    Dentre as 13 estações de pesquisa do Sirius previstas para a 1ª fase do projeto, duas delas tiveram as montagens priorizadas, desde o início da pandemia, por permitirem estudos sobre o vírus e sua interação com células humanas. Além da MANACÁ, a equipe do projeto corre contra o tempo para entregar, ainda nos próximos meses, a linha de luz CATERETÊ, voltada a técnicas de Espalhamento Coerente de Raios X, onde será possível produzir imagens celulares tridimensionais de alta resolução.

    José Roque, diretor-geral do CNPEM e do projeto Sirius, destaca que, em resposta à uma situação emergencial, a comunidade científica está sendo chamada a apresentar suas propostas de pesquisa em SARS-CoV-2. “Começamos a oferecer condições de pesquisa inéditas para os pesquisadores do País. Neste momento, em que se fala tanto da importância da ciência e tecnologia para a solução de problemas, estamos diante de uma máquina avançada, projetada por brasileiros e construída em parceria com a indústria nacional. Espero que, cada vez mais, todos os setores da sociedade reconheçam a importância da ciência para a solução dos nossos problemas e as capacidades que temos no País”, conclui.

     

    Cristal da proteína 3CL de SARS-CoV-2 coletado para ser submetido à análise na primeira estação de pesquisa a receber experimento no Sirius (Cred.: CNPEM)

     

    Sobre o Sirius

    Projetado e construído por brasileiros, o Sirius é uma das fontes de luz síncrotron mais avançadas do mundo. Este grande equipamento científico possui em seu núcleo um acelerador de elétrons de última geração, que gera um tipo de luz capaz de revelar a microestrutura de materiais orgânicos e inorgânicos. Essas análises são realizadas em estações de pesquisa, chamadas linhas de luz. O Sirius irá comportar diversas linhas de luz, otimizadas para experimentos diversos, e que funcionarão de forma independente entre si, permitindo que diversos grupos de pesquisadores trabalhem simultaneamente, em diferentes pesquisas nas mais diversas áreas, como saúde, energia, novos materiais, meio ambiente, dentre outras.

    As diferentes técnicas experimentais disponíveis nas linhas de luz do Sirius permitirão observar aspectos microscópicos dos materiais, como os átomos e moléculas que os constituem, seus estados químicos e sua organização espacial, além de acompanhar a evolução no tempo de processos físicos, químicos e biológicos que ocorrem em frações de segundo. Em uma linha de luz é possível acompanhar também como essas características microscópicas são alteradas quando o material é submetido a diversas condições, como temperaturas elevadas, tensão mecânica, pressão, campos elétricos ou magnéticos, ambientes corrosivos, entre outras. Essa capacidade é uma das principais vantagens das fontes de luz síncrotron, quando comparadas a outras técnicas experimentais de alta resolução.

    As linhas de luz do Sirius são instrumentos científicos avançados, projetados para solucionar problemas em áreas estratégicas para o desenvolvimento do País. Inicialmente, um conjunto de 13 linhas de luz foi planejado para cobrir uma grande variedade de programas científicos. Ao todo, Sirius poderá abrigar até 38 linhas de luz.

    Sirius é financiado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

     

    Visualização do mapa de densidade eletrônica obtida a partir dos dados de difração do cristal da protease principal de SARS-CoV-2 em experimento na linha MANACÁ do Sirius (Cred.: CNPEM)

    Sobre a Manacá

    A linha de luz MANACÁ é dedicada à cristalografia de macromoléculas, e permite o estudo da estrutura tridimensional de proteínas e enzimas humanas e de patógenos, com resolução submicrométrica. A técnica é capaz de revelar a posição de cada um dos átomos que compõem a proteína estudada, e permite investigar a sua ação no organismo e sua interação com princípios ativos candidatos a fármacos. Dessa forma, é possível tornar mais eficiente a busca por novos medicamentos, ou mesmo compreender o funcionamento de fármacos já conhecidos para aumentar sua efetividade.

    Informações sobre a estrutura de proteínas são importantes não apenas na área da saúde, mas também para o desenvolvimento de biocombustíveis, defensivos agrícolas, alimentos e cosméticos.

     

    Tecnologia Nacional

    Fontes de luz síncrotron constituem o exemplo mais sofisticado de infraestrutura de pesquisa aberta e multidisciplinar, e o Sirius é uma ferramenta-chave para a resolução de questões importantes para as comunidades acadêmica e industrial brasileiras. A versatilidade de uma fonte de luz síncrotron permite o desenvolvimento de pesquisas em áreas estratégicas, como energia, alimentação, meio ambiente, saúde, defesa e vários outros.  Essa é a razão pela qual a tecnologia da luz síncrotron se torna cada vez mais popular ao redor do mundo. É também o motivo pelo qual os países com economias fortes e baseadas em tecnologia já contam com uma ou mais fontes de luz síncrotron, ou as estão construindo.

    Os raios X utilizados nos primeiros experimentos realizados no Sirius são gerados em um acelerador de elétrons de última geração e focalizados em cristais micrométricos de proteínas, utilizando tecnologias desenvolvidas pelo CNPEM e implementadas em parceria com a indústria nacional. Financiado pelo Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), 85% dos recursos do Sirius foram investidos no País, em parceria com empresas nacionais. Durante o seu desenvolvimento foram estabelecidos contratos com mais de 300 empresas de pequeno, médio e grande portes, das quais mais de 40 desenvolvem soluções tecnológicas para o Sirius, junto aos pesquisadores e engenheiros do CNPEM.

     

    Sobre o CNPEM

    Ambiente de pesquisa e desenvolvimento sofisticado e efervescente, único no País e presente em poucos polos científicos no mundo, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações (MCTI). O Centro opera quatro Laboratórios Nacionais e é berço do mais complexo projeto da ciência brasileira – o Sirius – uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo. O CNPEM reúne equipes multitemáticas altamente especializadas, infraestruturas laboratoriais mundialmente competitivas e abertas à comunidade científica, linhas de pesquisa em áreas estratégicas, projetos inovadores em parcerias com o setor produtivo e ações de treinamento para pesquisadores e estudantes. O Centro constitui um ambiente movido pela busca de soluções com impacto nas áreas de saúde, energia, meio ambiente, novos materiais, entre outras.   As competências singulares e complementares presentes no CNPEM impulsionam pesquisas e desenvolvimentos nas áreas de luz síncrotron; engenharia de aceleradores; descoberta de novos medicamentos, inclusive a partir de espécies vegetais da biodiversidade brasileira; mecanismos moleculares envolvidos no surgimento e na progressão do câncer, doenças cardíacas e do neurodesenvolvimento; nanopartículas funcionalizadas para combate de bactérias, vírus, câncer; novos sensores e dispositivos nanoestruturados para os setores de óleo e gás e saúde; soluções biotecnológicas para o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis avançados, bioquímicos e biomateriais.

     
  • Bolsa FAPESP de Pós-doutorado em Proteômica com ênfase em imunologia

    O Projeto Temático intitulado “O papel do álcool na transformação de células orais mediada por vesículas extracelulares“, conduzido no Laboratório Nacional de Biociências, CNPEM em Campinas, oferece uma Bolsa de Pós-doutorado da FAPESP. O prazo de inscrição é até dia 15 de agosto de 2020. A bolsa será implementada em setembro de 2020.

    O candidato deverá ter o doutorado finalizado, com formação na área de imunologia e apresentar interesse na área de proteômica.

    O projeto visa investigar a comunicação de fibroblastos não ativados e queratinócitos no contexto do microambiente imune e avaliar seu papel no início da transformação maligna por meio de vesículas extracelulares.

    Os interessados devem enviar uma carta de apresentação, currículo vitae e dois contatos de referência para Adriana Paes Leme (rb.mepnc.oibnlnull@emelseap.anairda).

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    The project entitled “The role of alcohol treated-extracellular vesicles in oral cells transformation” funded by FAPESP offers a Post-doctoral scholarship. Applications are opened until August 15th, 2020 and the fellowship will start on September 2020.

    The selected candidate must have a PhD degree in immunology area, with interest in the proteomics field.

    The project proposes to investigate the communication between resting fibroblasts and/or keratinocytes in the context of tumor immune microenvironment and evaluate their role in the initial oral squamous cell transformation through extracellular vesicles.

    Those interested should send a cover letter, curriculum vitae, and two recommendation contacts to Adriana F. Paes Leme (rb.mepnc.oibnlnull@emelseap.anairda).

  • Pesquisa revela mecanismo molecular que leva à insuficiência cardíaca

    Publicado por Agência FAPESP
    Em 02/06/2020

    Estudo mostra que um gene conhecido por participar do desenvolvimento do coração está superexpresso em células de animais e de humanos que sofrem da condição; trabalho abre caminho para desenvolvimento de tratamentos mais eficientes (imagem: Wikimedia Commons)

    André Julião | Um grupo de pesquisadores apoiado pela FAPESP desvendou um mecanismo molecular que contribui para a instalação de insuficiência cardíaca, condição caracterizada pela redução da capacidade do coração de bombear sangue. O achado pode orientar o desenvolvimento de medicamentos mais eficientes para combater o problema, que afeta sobretudo pacientes com hipertensão arterial ou que tiveram infarto do miocárdio e outras doenças cardíacas.

    O estudo, realizado no âmbito de Projeto Temático, foi publicado na EBioMedicine e coordenado por pesquisadores do Laboratório Nacional de Biociências do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (LNBio-CNPEM), sediado em Campinas.

    “Nós vimos que uma variante do gene MEF2C, chamada MEF2Cγ, tem sua expressão aumentada e promove a ativação do ciclo celular em cardiomiócitos, células que formam o músculo cardíaco e que, na vida adulta, são incapazes de se dividir”, diz Kleber Franchini, diretor do LNBio-CNPEM e coordenador do estudo.

    A ativação do ciclo celular em cardiomiócitos adultos resulta em divisão incompleta e morte celular. “A consequência desse processo é a redução do número de cardiomiócitos no coração, o que predispõe ao desenvolvimento de insuficiência cardíaca”, afirma Franchini.

    Desde o início do século, sabe-se que há fatores de transcrição – moléculas que regulam a expressão de genes – que têm a atividade alterada em situações que antecedem a insuficiência cardíaca ou em que ela já esteja instalada. O fator de transcrição MEF2C, produzido pelo gene de mesmo nome, é uma dessas moléculas, mas, até então, era conhecido por contribuir para o desenvolvimento do coração e também, de certa forma, protegê-lo contra a insuficiência, não o contrário.

    O estudo do CNPEM mostra que o gene MEF2C pode dar origem a diversas proteínas variantes ou subprodutos. Ao analisá-los, os pesquisadores encontraram não apenas variantes que participam no desenvolvimento e protegem as células cardíacas, como também a variante MEF2Cγ+, que inibe a transcrição gênica e provoca alterações deletérias nos cardiomiócitos. “O desbalanço na expressão desses fatores em favor da variante MEF2Cγ + está na gênese de alterações que contribuem para a instalação da insuficiência cardíaca”, explica o pesquisador.

    Experimentos Para chegar aos resultados, os pesquisadores utilizaram diferentes modelos experimentais. Foram analisadas células do ventrículo de ratos in vitro, modelos de infarto do miocárdio em camundongos e camundongos geneticamente modificados.

    Além disso, os pesquisadores analisaram pequenos pedaços de tecido obtidos de biópsias realizadas durante cirurgias do coração de pessoas com cardiomiopatia isquêmica crônica, uma das condições que levam à insuficiência cardíaca. Observou-se que a proteína MEF2Cγ+ estava significativamente mais alta nas células dos corações afetados por insuficiência cardíaca, enquanto a proteína sem o domínio + (MEF2Cγ-, era mais baixa.

    Técnicas de microscopia tornaram possível observar que a expressão da MEF2Cγ+ causou uma diminuição e um desarranjo das proteínas sarcoméricas, responsáveis pela contração dos cardiomiócitos. Além disso, os pesquisadores notaram que o número, o formato e o conteúdo de DNA dos núcleos dos cardiomiócitos eram bem diferentes quando havia superexpressão da MEF2Cγ+. Nenhuma dessas alterações foi vista quando houve superexpressão de MEF2Cγ-.

    “Percebemos que a presença da MEF2Cγ+ induz um processo conhecido como desdiferenciação nos cardiomiócitos, quando a célula volta ao seu estado mais primitivo, não especializado, uma etapa importante para seu retorno ao ciclo celular. O problema é que o processo de duplicação do cardiomiócito desdiferenciado não se completa e leva à morte celular. Queremos entender por que isso acontece”, disse Franchini.

    As análises mostraram ainda que a superexpressão de MEF2Cγ+ causa a desregulação de outros genes que interagem com ele, incluindo alguns que atuam como reguladores do ciclo celular, de proteínas do citoesqueleto (estrutura composta de diversos filamentos no interior das células cardíacas), da contração dos cardiomiócitos e do próprio metabolismo dessas células.

    Por isso, os pesquisadores buscam agora entender melhor esses mecanismos para, futuramente, testar intervenções com moléculas que interrompam esse processo e possam evitar a progressão da insuficiência cardíaca.

    O artigo MEF2C repressor variant deregulation leads to cell cycle re-entry and development of heart failure (doi: 10.1016/j.ebiom.2019.11.032), de Ana Helena M. Pereira, Alisson C. Cardoso, Silvio R. Consonni, Renata R. Oliveira, Angela Saito, Maria Luisa B. Vaggione, Jose R. Matos-Souza, Marcelo F. Carazzolle, Anderson Gonçalves, Juliano L. Fernandes, Gustavo C.A. Ribeiro, Mauricio M. Lopes, Jeffery D. Molkentin e Kleber G. Franchini, pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2352396419307819.

     

  • Post-doctoral position at the Center for Research in Inflammatory Diseases (CRID)

    One post-doctoral position is being offered by the Center for Research in Inflammatory Diseases (CRID), one of the Research, Innovation and Dissemination Centers (RIDCs) supported by the São Paulo Research Foundation (FAPESP) and headquartered at the University of São Paulo’s Ribeirão Preto Medical School (FMRP-USP).

     

    The opportunity is aimed at highly motivated scientists with expertise and background in the field of biochemistry and medicinal chemistry. The selected candidate will join a collaboration between CRID and the Brazilian Biosciences National Laboratory (LNBio), affiliated with the Brazilian Center for Research in Energy and Materials (CNPEM) in Campinas (also in the state of São Paulo). The project is focused on the identification of novel compounds to treat inflammation; activities will be performed in Campinas.

     

    We are seeking applicants who are exceptionally motivated, innovative, who can work independently within a collaborative team setting. The ideal candidate should have a PhD degree and background in the field of biochemistry and medicinal chemistry. Prior experience in techniques such as gene cloning, transfection, heterologous protein expression, protein purification, crystallization, structural biology and medicinal chemistry are desired.

     

    To apply, the candidate must send by May 10th, 2020 the following documents to Prof. Dr. José Carlos Farias Alves Filho (rb.psunull@ohlifacj): curriculum vitae, cover letter and two recommendation letters.

     

    This opportunity is open to candidates of any nationalities. The selected candidate will receive a FAPESP’s Post-Doctoral fellowship in the amount of R$ 7,373.10 monthly and a research contingency fund, equivalent to 15% of the annual value of the fellowship which should be spent in items directly related to the research activity.

     

    More information can be found in the links below:

     

    https://www.researchgate.net/job/941678_Post-doctoral_Fellowship_in_Pharmacology_Post-doctoral_Fellowship_in_Molecular_and_Cellular_Biology_and_Post-doctoral_Fellowship_in_Biochemistry_and_Medicinal_Chemistry

     

    http://www.fapesp.br/oportunidades/crid__centro_de_pesquisa_em_doencas_inflamatorias/3595/

     

    http://crid.fmrp.usp.br/?l=en_US

     

     

    http://cnpem.br

  • A solução contra o COVID-19 pode estar nas prateleiras?

     

    Buscar moléculas ativas contra o coronavírus entre medicamentos que já estão no mercado é um dos principais esforços do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), no âmbito da Rede Vírus MCTIC– iniciativa promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

     

    Por meio de ferramentas avançadas de biologia computacional e inteligência artificial, os pesquisadores do CNPEM têm avaliado os cerca de 2.000 fármacos já aprovados, já conhecidos e comercializados. As análises indicam se essas substâncias são capazes de se ligar ao vírus, em lugares específicos, capazes de bloquear a replicação viral.

     

    “Diante do cenário de pandemia, a busca por moléculas em medicamentos já autorizados é estratégica. Ao olharmos para substâncias já avaliadas como seguras, podemos chegar aos testes clínicos, com pacientes humanos, em um intervalo de tempo reduzido, se comparado ao processo normal de descoberta de fármacos”, explica Rafael Elias Marques, especialista em virologia do CNPEM.

     

    O CNPEM já avaliou os cerca de 2.000 fármacos já aprovados contra o COVID-19. Deste universo de substâncias já conhecidas, 5 foram consideradas como promissoras e seguem em testes com células infectadas com o vírus. Essa pré-seleção reúne drogas como analgésicos, anti-hipertensivos, antibióticos, diuréticos e outros

     

    Solução estaria no medicamento contra a Malária?

     

    A mobilização mundial contra o coronavírus tem apontado efeitos positivos de remédio droga já empregado no combate à malária para tratar a infecção viral. Esses resultados positivos, já extremamente relevantes, podem ser potencializados pelos esforços dos pesquisadores brasileiros. Isso porque no combate às infecções virais, as terapias mais efetivas reúnem mais de um composto ativo para vencer as frequentes mutações do vírus. Ou seja, é preciso um arsenal terapêutico, capaz de inibir diferentes alvos virais, como acontece no coquetel utilizado contra o HIV. Esta estratégia está sendo adotada pelos pesquisadores do CNPEM nas pesquisas em combate ao COVID-19.

     

    Chave-fechadura

     

    O material genético do coronavírus encontra-se no interior do capsídeo, um invólucro de natureza proteica, contido, por sua vez, em um envelope constituído por três proteínas estruturais, dentre as quais a proteína spike, envolvida na entrada do vírus na célula hospedeira e que dá a aparência de coroa ao vírus. O coronavírus também produz enzimas acessórias que são essenciais para o seu ciclo de vida e que, portanto, são alvos potenciais para a ação de fármacos com efeitos antivirais.

     

    No CNPEM, os pesquisadores, estão trabalhando na procura de inibidores de pelo menos quatro proteínas do coronavírus, incluindo enzimas acessórias e proteínas estruturais. Em testes computacionais, que utilizam dados atômicos da estrutura e ação das proteínas, combinados com o uso de ferramentas de inteligência artificial, os pesquisadores testam a interação de moléculas disponíveis nas farmácias com essas proteínas-alvo para pré-selecionar aquelas que se mostram promissoras em interferir na infecção.

     

    As moléculas selecionadas são então testadas em ensaios in vitro, para verificação de sua eficácia em eliminar a carga viral, embasando assim a reproposta de uso dos medicamentos já disponíveis.

     

    Esforços do CNPEM também estão na determinação da estrutura das proteínas do coronavírus, formas ainda não conhecidas, e da própria organização da partícula viral. Isto é possível graças à infraestrutura estabelecida no CNPEM, a qual permite a produção dos alvos proteicos, determinação e o estudo de proteínas virais.

     

    Trabalho contínuo

     

    A rápida resposta do CNPEM à epidemia de corona vírus vale-se da expertise de seus pesquisadores em virologia, biologia computacional, estudos aprofundados de proteínas, dentre outras competências que precisam ser integradas para enfrentar grandes desafios. Além do time de especialistas altamente qualificados, o Centro mantém, com financiamento do MCTIC, infraestrutura e equipamentos de última geração, competitivos internacionalmente, para apoiar os avanços da pesquisa nacional. Em breve, esse arsenal ganhará um importante aliado, o Sirius – o novo acelerador de elétrons brasileiro. Projetado para ser uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo e com recursos para lançar a outro patamar as pesquisas que utilizam estruturas moleculares, como é o caso da área de descoberta de fármacos, entre tantas outras. 

     

    Sobre o CNPEM

     

    Ambiente de pesquisa e desenvolvimento sofisticado e efervescente, único no País e presente em poucos polos científicos no mundo, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O Centro opera quatro Laboratórios Nacionais e é berço do mais complexo projeto da ciência brasileira – o Sirius – uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo. O CNPEM reúne equipes multitemáticas altamente especializadas, infraestruturas laboratoriais mundialmente competitivas e abertas à comunidade científica, linhas de pesquisa em áreas estratégicas, projetos inovadores em parcerias com o setor produtivo e ações de treinamento para pesquisadores e estudantes. O Centro constitui um ambiente movido pela busca de soluções com impacto nas áreas de saúde, energia, meio ambiente, novos materiais, entre outras.   As competências singulares e complementares presentes nos Laboratórios Nacionais do CNPEM impulsionam pesquisas e desenvolvimentos nas áreas de luz síncrotron; engenharia de aceleradores; descoberta de novos medicamentos, inclusive a partir de espécies vegetais da biodiversidade brasileira; mecanismos moleculares envolvidos no surgimento e na progressão do câncer, doenças cardíacas e do neurodesenvolvimento; nanopartículas funcionalizadas para combate de bactérias, vírus, câncer; novos sensores e dispositivos nanoestruturados para os setores de óleo e gás e saúde; soluções biotecnológicas para o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis avançados, bioquímicos e biomateriais.

     

    Sobre a Rede Vírus MCTIC

     

    A Rede Vírus MCTIC, criada pela portaria MCTIC nº 1010/2020, funcionará como um comitê de assessoramento estratégico que irá atuar na articulação dos Laboratórios de Pesquisa, com foco na eficiência econômica e na otimização e complementaridade da infraestrutura e de atividades de pesquisa que estão em andamento, em especial com o coronavírus e influenza. Sendo assim, se pretende otimizar o conhecimento científico que está sendo produzido no país com relação a este tema e auxiliar a transformação deste conhecimento em resultados práticos para a sociedade.

     

    Os principais objetivos do Rede Vírus MCTIC são auxiliar os ministérios na:

     

    I – integração dos esforços de pesquisa científica e desenvolvimento tecnológico em viroses emergentes;

    II –definição de prioridades de pesquisa nesta área;

    III – articulação de iniciativas de P,D&I em andamento e relacionadas às viroses emergentes, inicialmente com foco em coronavírus e influenza

    IV – desenvolvimento de tecnologias para auxiliar o País no enfrentamento das viroses emergentes.

     

    – Quem são os envolvidos nela? Outras universidades públicas participam da Rede?

     

    O Comitê da Rede Vírus contará pesquisadores especialistas em viroses, além de representantes do Ministério da Saúde e das agências de fomento do MCTIC. Cabe ressaltar que o comitê da Rede Vírus prevê a participação de pesquisadores e entidade convidados, desta forma poderá receber contribuições de diversos pesquisadores e de diferentes áreas do conhecimento.

     

    Os nomes ainda estão sendo confirmados, mas a Rede terá representantes da Fiocruz, Butantan, USP, Unicamp, UFMG, UFC, CNPEM/LNBio, UFRJ, entre outros.

     

    – O MCTIC destinou ou irá destinar quanto de verba para novos estudos sobre esse assunto?

    Sim, no momento o MCTIC está destinando uma verba inicial para os laboratórios realizarem a atividades iniciais tais como: cultivo do vírus em laboratório, sequenciamento, entre outras. Adicionalmente o Ministro Marcos Pontes enviou uma proposta de Medida Provisória para a Casa Civil para liberação emergencial de R$ 100 milhões do FNDCT. Este recurso , que aguarda a aprovação do Ministério da Economia, será aplicado em Redes de Pesquisa, INCTs e chamadas públicas via CNPq e Finep.

     

     

  • CNPEM adota medidas em resposta ao COVID-19

    Ações visam reduzir aglomeração de pessoas e o deslocamento de seus colaboradores

    Diante do aumento de casos de COVID-19 no território nacional e das medidas recomendadas pelas autoridades públicas da área de Saúde, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) adotou ações para contribuir com a redução da taxa de propagação do vírus. A partir de 18 de março, o Centro suspende a circulação de visitantes e pesquisadores externos em suas instalações, os eventos institucionais internos e externos, assim como as viagens de seus colaboradores.

    A presença de funcionários no campus do CNPEM será reduzida com a adoção do modelo de home office por todos aqueles que desempenham atividades compatíveis com esse regime de trabalho. Trabalhos presenciais no campus do CNPEM serão realizados, sempre que possível, com número reduzido de pessoas no mesmo ambiente e adoção de revezamento de turnos.

    Ao chegar de viagens internacionais, os profissionais do CNPEM estão instruídos a permanecer em casa por, ao menos, sete dias, observando o possível surgimento de sintomas associados à infecção por corona vírus, conforme recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS).

    As medidas adotadas pelo CNPEM têm vigência por tempo indeterminado e poderão ser revisadas a qualquer momento pela Diretoria do Centro.

    Sirius

    Essas medidas adotadas para conter a propagação do COVID-19 pelo CNPEM também atingem, obviamente, as atividades relacionadas à nova fonte de luz sincrotron brasileira, o Sirius. Assim como os demais funcionários do Centro, os colaboradores envolvidos no mais complexo projeto da ciência brasileira adotaram o regime de trabalho remoto, quando cabível. Ainda assim, há um esforço para que as principais atividades do Sirius, da mesma forma que as do restante do CNPEM, sejam mantidas, na medida do possível, com equipes reduzidas, atuando em sistema de revezamento. Neste modelo, ainda que em menor ritmo, continuam as operações de montagem das estações experimentais e os testes e ajustes nos aceleradores do Sirius.

    Photo by CDC on Unsplash

  • Ciência Aberta: o CNPEM abre suas portas

    O Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) abrirá mais uma vez suas portas para o público no evento Ciência Aberta. Depois de receber 16 mil pessoas em um único dia no ano passado, em 2020 o evento acontecerá nos dias 19 e 20 de junho. O primeiro dia será dedicado a instituições de ensino de todos os níveis, do fundamental a pós-graduação, incluindo cursos profissionalizantes e ensino de jovens e adultos. Nestes casos, as instituições devem realizar um pré-cadastro no site do evento (https://pages.cnpem.br/cienciaaberta/), até o dia 31 de março. Já no sábado, o campus do CNPEM estará aberto a todo público, como aconteceu nas edições passadas, sem necessidade de registro prévio.

     

    O CNPEM abre anualmente suas instalações para apresentar suas pesquisas ao público no evento Ciência Aberta. Na iniciativa, as instalações dos quatro Laboratórios Nacionais do CNPEM, incluindo o Sirius – novo acelerador de elétrons brasileiro – recebem visitas para que a sociedade possa conhecer de perto as atividades do Centro, com atrações para todas as idades. A programação inclui ainda exposições, oficinas, estações para manipulação de microscópios, palestras informais, praças de alimentação e muito mais!

    Sobre o CNPEM

     

    Ambiente de pesquisa e desenvolvimento sofisticado e efervescente, único no País e presente em poucos polos científicos no mundo, o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM) é uma organização social supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). O Centro opera quatro Laboratórios Nacionais e é berço do mais complexo projeto da ciência brasileira – o Sirius – uma das mais avançadas fontes de luz síncrotron do mundo. O CNPEM reúne equipes multitemáticas altamente especializadas, infraestruturas laboratoriais mundialmente competitivas e abertas à comunidade científica, linhas de pesquisa em áreas estratégicas, projetos inovadores em parcerias com o setor produtivo e ações de treinamento para pesquisadores e estudantes. O Centro constitui um ambiente movido pela busca de soluções com impacto nas áreas de saúde, energia, meio ambiente, novos materiais, entre outras.   

     

    As competências singulares e complementares presentes nos Laboratórios Nacionais do CNPEM impulsionam pesquisas e desenvolvimentos nas áreas de luz síncrotron; engenharia de aceleradores; descoberta de novos medicamentos, inclusive a partir de espécies vegetais da biodiversidade brasileira; mecanismos moleculares envolvidos no surgimento e na progressão do câncer, doenças cardíacas e do neurodesenvolvimento; nanopartículas funcionalizadas para combate de bactérias, vírus, câncer; novos sensores e dispositivos nanoestruturados para os setores de óleo e gás e saúde; soluções biotecnológicas para o desenvolvimento sustentável de biocombustíveis avançados, bioquímicos e biomateriais.